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montesclaros.com - Ano 26 - sexta-feira, 2 de outubro de 2026
 

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Mensagem: DADOS DO ABASTECIMENTO E QUALIDADE DA ÁGUA: MONTES CLAROS; 30 DE SETEMBRO 2026 A Barragem de Juramento termina o terceiro trimestre 79,0 % de sua capacidade de armazenamento (máxima). O nível atual está com 2,30 m abaixo da cota máxima - volume represado de 35,44 x 10⁶ m3. Os dados compilados nas estações pluviométricas das três microbacias contribuintes (Rio Canoas, Rio Saracura e Rio Juramento) apresentam o seguinte cenário pluviométrico: Agosto/2026: 00,0 mm. O acumulado do Período (01/ Set. /2025 a 30 de agosto 2026: - 1.254,70 mm; este acumulado reflete o desempenho do período chuvoso. Total do ano 2025/26: 1.254,70. e do ano agrícola. A cidade de Montes Claros possui um Polo Industrial que consome grande parte da água tratada, e acerca de 440 mil habitantes fixos, além de uma população flutuante de 60 mil pessoas — composta por estudantes, pacientes da rede de saúde e profissionais que circulam diariamente pelo município. Para atender a essa demanda e garantir a sustentabilidade do sistema — cujo objetivo principal é fornecer água em quantidade suficiente e com qualidade rigorosa —, a estrutura local conta com seis captações principais: Rio São Francisco (em Ibiaí - Barragem de Juramento; Rio Pacuí (captação superficial em Coração de Jesus); Lapa Grande (responsável por 11% do abastecimento); Rebentão dos Ferros em Nova Esperança (9%); Barragem dos Porcos (no km 6,5 da BR-365). Complementando essa rede, uma vasta bateria de poços profundos atua como reserva estratégica, garantindo a segurança hídrica contra paralisações técnicas e secas prolongadas. Contudo, não obstante a FARTA oferta de água, impulsionada por barragens e captações de alto volume, a gestão local NÃO FOCA na utilização eficiente dos recursos nem na otimização do tempo, o que evidencia a baixa produtividade. NOTA: GESTÃO DA ESCASSEZ E INCOMPETÊNCIA DA COPASA DEIXA MORADORES DE MONTES CLAROS SEM ÁGUA E IMPÕE MUDANÇAS NA ROTINA LOCAL A população de Montes Claros vêm suas rotinas serem ditadas pelo fluxo incerto das torneiras. A falta de água nas residências ocorre há bastante tempo e não parece sensibilizar os gerentes local. Em meio ao calor sufocante que atinge a cidade, a população sofre de forma recorrente com o desabastecimento nas caixas d’água e, consequentemente, nas torneiras. A precariedade transformou atos simples, como escovar os dentes ou tomar um banho após o trabalho, em verdadeiros desafios logísticos. O desabafo dos moradores se repete: “Ficamos sem água no banheiro e na cozinha, sem conseguir nem escovar os dentes. O pior é no período noturno, quando queremos tomar um banho para descansar e não há água. É o momento em que mais precisamos, e não temos como fazer isso em outro horário”, lamentam os cidadãos. O problema não é um caso isolado, mas o reflexo de uma engrenagem técnica e política desgastada. Trata-se de uma gestão deliberada da escassez, promovida pela Copasa. Mesmo com volume suficiente nas captações, a gerência local, por pura incompetência, reduz a oferta de água para a população sem apresentar justificativas plausíveis. XXX – IX - MMXXVI (*) José Ponciano Neto é Técnico em Recursos Hídricos /Meio Ambiente – Supervisor de Gestão de Barragens e supervisor de Estação Climatológica com tanques Classe A – Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros -IHGMC e Diretor Financeiro da Academia Maçônica de letras do Norte de Minas – Colunista Literário do Site: montesclaros.com / 98,0 FM – Colaborador Novo Jornal de Notícia

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