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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
 

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Mensagem: Fevereiro, seis Manoel Hygino Eis uma data que não será esquecida por Minas Gerais, província e Estado que jamais deixou apagar a memória dos feitos marcantes e acontecimentos de sua história. Mesmo sem os instrumentos de comunicação de hoje, no dia seguinte, 7 de fevereiro de 1930, Washington Luís, presidente da nação na distante Cidade Maravilhosa, capital da República proclamada em 15 de novembro de 1889, se manifestava oficialmente: “São Paulo, como todo o Brasil Republicano e civilizado, profliga indignado o bárbaro atentado que, à semelhança de uma ‘Emboscada de Bugres’, ensanguentou a gloriosa terra de Minas”. Um livro insubstituível e insuperável conta a história dos fatos da primeira semana de fevereiro de 1930, ao qual o padre Aderbal Murta, da Academia Montes-clarense de Letras, se refere com sobejos elogios, por ter sido elaborado com isenção e segurança, “fiel aos episódios com propósito de vesti-los com a roupagem da verdade”. Em “Emboscada de Bugres - Tiburtina e a Revolução de 1930”, a autora Milene Antonieta Coutinho Mauricio, em quase 250 páginas, relata aquilo a que hoje se popularizou como “evento”. Recorda com propósito político, o governo federal, aliado a correntes políticas de Minas, programara a realização na cidade norte-mineira, de um congresso do algodão, que se desviou de seus objetivos, resultando na tragédia do dia 6, e com saldo de mortos e feridos. Minas, com Antônio Carlos à frente no Palácio da Liberdade, apoiava Getúlio Vargas para o Catete, e em Montes Claros, com o aliancista João Alves, médico de grande prestígio, casado com dona Tiburtina; do outro lado, São Paulo prestigiava o candidato Júlio Prestes, com Fernando de Mello Viana, indicado para governar Minas. Os participantes do Congresso do Algodão chegaram à cidade às 23 horas e 30, cumpririam um roteiro, passando pela porta da residência de João Alves: Conservadores passando pela praça de residência e consultório do Aliancista, em meio a muita euforia, banda de música, “vivas” e “morras”, foguetório. Ouvia-se “Viva a Aliança Liberal” e “Morra a Aliança Liberal”. Uma bomba atirada na direção de João Alves, causou-lhe hemorragia intensa, aparentemente sufocando-o, enquanto um tiro na cabeça atingiu um jovem bem próximo. Corredeiras, mais gritos, mais bombas e tiros. Telegrama se enviou, de imediato, ao presidente da República. As ligações telegráficas de Montes Claros com o governo estadual foram interrompidas por três dias. O comando municipal passou diretamente ao Palácio do Catete. Grande parte da população fugiu para suas fazendas. João Alves permaneceu em sua casa. Muitas prisões, muito medo nas famílias. Tudo pode ser contado e neste fevereiro, passado um século do tenebroso evento.

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