Por causa das guerras em curso, países fecham escolas para economizar combustíveis. (Mas, há consequências ainda piores)
Sábado 02/05/26 - 23h39Os preços do petróleo subiram para o nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, alimentando preocupações globais.
O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 126 por barril, antes de recuar para cerca de US$ 116.
Antes do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, o petróleo era negociado em torno de US$ 70 o barril.
Especialistas alertam para um efeito dominó que se espalha por toda a economia global.
Quando o petróleo fica mais caro, aumenta o preço da gasolina e do diesel nas bombas.
Também sobem os custos de produtos relacionados, como combustível de aviação, plásticos, embalagens, produtos químicos e fertilizantes.
O transporte fica mais caro, e as empresas repassam esses custos aos consumidores, aumentando os preços no varejo.
O resultado é uma alta generalizada e sustentada da inflação.
No Brasil, a inflação anual oscilava em torno de 4,3% a 4,4% no início de 2026, mas o Banco Central já projeta que o ano termine em 4,86%, por causa do conflito no Oriente Médio.
Para os consumidores, o custo de vida aumenta: contas de supermercado, deslocamentos e serviços públicos ficam mais caros.
Trabalhadores podem buscar salários mais altos, o que pressiona ainda mais a inflação.
Bancos centrais tendem a subir os juros para controlar os preços, encarecendo empréstimos e desestimulando gastos.
Em países como Paquistão e Bangladesh, governos ordenaram o fechamento de escolas para economizar combustível.


