Este espaço é para você aprimorar a notícia, completando-a.
Clique aqui para exibir os comentários
Os dados aqui preenchidos serão exibidos. Todos os campos são obrigatórios
Mensagem: MINHA MONTES CLAROS ME DEIXA LISONJEADO E NOSTÁLGICO. (*) Nasci em Montes Claros / MG / Brasil lá nos anos 50 - não me mudei muito, principalmente antes de completar 15 anos (1970), quando fui trabalhar em Belo Horizonte – acomodei na casa de uma das tias maternas. BH foi uma cidade em particular que me marcou, e onde, inclusive, voltei (1974) a morar por um tempo quando adulto. Por causa da minha vontade de evoluir na vida e com espirito desbravador, além de B.H.; tentei o progresso em várias cidades, como: Manhumirim -MG; São Simão-GO; Itumbiara-MG; Foz de Iguaçu –PR; Imperatriz -MA; Ji-Paraná -RO a última foi Capitão Enéas-MG; todas nas construções de Rodovias e Barragens. Montes Claros é uma cidade que exerce um forte fascínio sobre mim; ela me atrai, me chama, me deixa nostálgico - onde vivo essa sensação de jovem novamente, é nela que ando um pouco revendo os lugares de criança e adolescente. Aos meus olhos, esta cidade é quase perfeita. Tenho tantas memórias da minha infância aqui. Lembro daquela infinidade de atividades – passeio na Serra do Melo (Ibituruna); Rio da Laginha; Rio do Carrapato; Rio Vieira (faz. dos Rabelos); poço 21 (hoje praça Jatobás) e Manga de João Botelho (hoje Estádio Juvenção). Montes Claros é uma cidade vibrante. Quando penso na minha vida infantojuvenil, tudo isso me vem à mente, além do que já citei, as caminhadas à Faz. Lapa Grande e Quebradas; nadar na Praça de Esportes; santuário de pássaros (colibris) na Praça da Matriz; ´penitência´ para chover à colina de Dª Germana; as matinês de carnaval no Clube Montes Claros e Automóvel Clube. Também me lembro dos parques de diversões que chegavam na cidade – acabaram desde então - mas na época tinha um ar retrô (luzes coloridas) que eu adorava - na minha memória as músicas dos anos 60/70. E, claro, não esqueço Grupo Escolar Francisco Sá e Colégio São José, dois estabelecimentos que os professores disciplinavam os alunos “capetas” com a régua na cabeça – que Dª Zorilda Madureira e Prof. Sapucay que nos digam. Eu adorava aquela vida. Embora não tivesse carro, a cidade é muito acessível, iamos de bicicleta ou Lotação Faixa Branca. Na época ter um carro era coisa de filho de pai rico. Mas lembro-me de conseguir fazer muita coisa sem um carro, apenas de a pé ou Monareta. Eu me sentia livre ao tomar banho de chuva, seguro e sempre agradavelmente. Tudo estava cheio de surpresa com todas as coisas que podia fazer ou encontrar em termos de passeios nesta cidade. E, ao contrário do que as pessoas pensam sobre Montes Claros, chovia bastante naquele tempo – mas, as até as secas severas eram boas por causa dos rios que não secavam. Mas acima de tudo, Montes Claros é a minha infância é a minha adolescência, que volta imediatamente à minha mente. Penso nos meus amigos das escolas, nos meus professores (eu tinha um carinho especial pelas minhas primeiras professoras, Dª Laudir (no pré) e Terezinha Meira, no qual, ainda penso com frequência. Lembro-me da nossa casa, da nossa vizinhança, dos meus dias brincando na rua com os meus amigos, das minhas manhãs de sábado que saía pelas ruas para engraxar sapatos a domicílio nas casas do Sr. Barreto; Sidney Chaves; Neco Santa Maria; Luiz Maia; Amaral; Dico Zuba; Juca de Chichico; dentre outros. Trabalho que era uma exigência do meu avô Sr. Ponciano Saudades do Ferroviário Esporte Clube, meus primeiros treinos e chutes em bola. É tudo pura alegria, bons momentos. Identifico com frequência esses lugares que eu frequentava com os meus filhos e a minha companheira de luta Sueli. Claro que, em mais de 50 anos, muita coisa mudou; o que me parecia imenso é, na verdade, bem pequeno, mas isso não importa. Tudo parece ter sido conservado na sua essência. Esta cidade me viu crescer como criança e depois me tornar adulto. Dois mundos completamente diferentes, mas ambos me deixaram lindas lembranças. Esta cidade me fez feliz, sou muito apegado a ela, e me tornar pai e avô provavelmente me deixa ainda mais nostálgico. Sempre que um casal amigo vem visitar minha casa, mostro pra ele o meu museu favorito à céu aberto na Praça da Matriz e adjacências que fica na parte velha da cidade e depois sentar em uma mesa de boteco ou restaurante para apreciar os pratos e tira gosto mais deliciosos do mundo. Seguro, não posso dizer que me arrependo de ter escolhido outros caminhos diferentes no início da minha vida adulta ao deixar Montes Claros, tudo foi um verdadeiro laboratório! Seria mentira, porque naquela época eu tinha de ir ao encontro dos sonhos - fui aos braços da minha família orgânica [o mundo]. Certamente nunca o teria conhecido em tantos lugares! No entanto, sinto algo lá no fundo do meu coração sempre que me conecto com todas as cidades que já morei, de uma forma ou de outra, e não consigo evitar pensar: - E se eu ainda morasse por lá... como seria? Tenho uma cidade favorita, onde nasci; cresci que evoca uma avalanche de emoções diversas e variadas em mim – lembranças dos “anos de ouro” da Jovem Guarda na boate matinal da Praça de Esportes - dos vizinhos que rogavam maldições diante das minhas estripulias. O medo do regime militar – mesmo sem saber - os significados dos Atos Institucionais, só de ouvir transmitia medo - lembranças dos terríveis olhares dos comissários de menores; muitas vezes, dava longas voltas para não passar na Rua Camilo Prates onde hoje estão abandonados os prédios [comissariado; Fórum; Polícia Militar/ Colégio Tiradentes]. Montes Claros cresceu, industrializou; tornou-se um polo farmacêutico; polo de faculdades; prédio e casas históricas foram ao chão; o Morro Dois Irmãos não é mais o símbolo oficial – foi descascado – virou pó! Contudo, ainda ando por Montes Claros como se fosse um infantojuvenil. Boas e nostálgicas lembranças! XIII-II-MMXXVI (*) José Ponciano Neto é Escritor e Historiador, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros -IHGMC e Membro Diretor Financeiro da Academia Maçônica de letras do Norte de Minas – Colunista Literário do Site: montesclaros.com / 98,0 FM – Colaborador Novo Jornal de Notícias
Trocar letrasDigite as letras que aparecem na imagem acima